quarta-feira, 23 de junho de 2010

Planta brasileira é utilizada no tratamento do vitiligo


Mama Cadela, planta muito utilizada pela população do Cerrado como espécie medicinal, possui o principio ativo Brosimum gaudichaudii, eficaz no tratamento do vitiligo.SÃO PAULO [ ABN NEWS ] - A mama-cadela (Brosimum gaudichaudii), planta nativa do cerrado do Planalto Central do Brasil é uma árvore com tronco sinuoso e casca cinzenta que pode atingir até 4m de altura, possui ramos tortuosos, com flores minúsculas de coloração verde-amareladas, os frutos possuem sucos e cheiros adocicados e ficam alaranjados quando maduros, alcançando 3 cm de diâmetro.

Utilização medicinal - A Mama-cadela é por alguns considerada a única planta reconhecida no combate ao vitiligo - doença caracterizada pela diminuição de melanina (pigmento que dá cor à pele), essa despigmentação ocorre geralmente em forma de manchas brancas (hipocromia) de diversos tamanhos e com destruição focal ou difusa. Pode ocorrer em qualquer segmento da pele, inclusive na retina (olhos). Os locais mais comuns são a face, mãos e genitais. Sua causa ainda não é bem compreendida, embora o fator auto-imune pareça ser importante. Contudo, estresse físico, emocional, e ansiedade são fatores comuns no desencadeamento ou agravamento da doença que pode surgir em qualquer idade, sendo mais comum em duas faixas etárias: 10-15 anos e 20-40 anos.

O princípio ativo encontrado na planta é uma furocumarina (substância fotossensibilizante) o "bergapteno" presente nas raízes, cascas e frutos verdes, também recomendada em estado natural na forma de chás.

No Brasil a Sauad Farmacêutica, especializada em produtos fototerápicos, desenvolveu um medicamento fitoterápico (encontrado em forma de comprimidos, pomadas e soluções tópicas) que contém derivados furanocumarinos - Brosimun Gaudichaudii Trécul - e tem ação fotossensibilizante direta sobre os melanócitos desencadeando a produção de melanina, substância esta responsável pela natural pigmentação das lesões.

Nota da Redação - ABN NEWS - AGÊNCIA BRASILEIRA DE NOTÍCIAS não recomenda o uso de medicamentos e informa que a publicação desta matéria é destinada a classe médica. Antes de usar qualquer tipo ou modalidade de medicamento consulte o profissional especialista. O uso indiscriminado e mesmo moderado de drogas e medicamentos sem acompanhamento médico é prejudicial a saúde.



Fonte: ABN

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terça-feira, 27 de abril de 2010

Xaropes de plantas


Procure produtos que contenham algumas das seguintes plantas:

1- Líquen branco ou líquen da Islândia (Cetraria islandica L.): contém uma grande quantidade de mucílagos, com propriedades emolientes (suavizantes). É expectorante, antitússico e exerce um efeito calmante da tosse.

2-Verbasco (Verbascum thapsus L.): como um bálsamo, esta planta é emoliente e expectorante, actuando sobre as vias respiratórias. Possui um alto teor de mucílagos (acção emoliente), saponinas e flavonoides e tem propriedades anti-inflamatórias, antitússicas e antiespasmódicas e antiasmáticas.

3-Tanchagem (Plantago major L.): possui propriedades emolientes, expectorantes, antitússicas e béquicas, devido aos mucílagos que contém. Fluidifica as secreções e facilita a sua eliminação, desinflama a mucosa brônquica e acalma a tosse.

4-Pinheiro (Pinus sylvestris L.): acalma a tosse e combate o catarro.


5-Tomilho (Thymus vulgaris L.): exerce uma acção antibacteriana e antiespasmódica de grande ajuda para as afecções respiratórias (reduz as secreções e modera os espasmos)

6-Eucalipto (Eucalyptus globulus Labill.): com propriedades anticatarrais e anti-inflamatórias, ajuda a combater o catarro.

7-Drósera (Drosera rotundifolia L.): tem propriedades espasmolíticas, antitússicas, antibacterianas e rubefacientes. É indicada em casos de tosse seca, gripes, constipações e bronquites.

8-Perpétua-das-areias (Helicrysum italicum): é uma planta com uma reconhecida acção antialérgica e antiinflamatória.


Fácil de tomar

Os xaropes peitorais à base de plantas são uma forma cómoda e deliciosa de tomar uma infusão concentrada de distintas plantas medicinais que ajudam a atenuar as afecções das vias respiratórias, tão habituais nesta época invernal.

Alguns contêm também outros ingredientes, como o mel, alcaçuz, sumo de limão ou figos macerados, que lhes proporcionam um delicioso sabor, além das propriedades benéficas. Tome-os directamente, com uma co-lher, ou prepare uma tisana, deitando uma ou duas colheres de xarope num copo de água quente ou fria.

Emolientes

Os xaropes peitorais naturais são ela-borados com plantas com acção emoliente, suavizante e calmante das mucosas inflamadas e da tosse. Além disso, ajudam a fluidificar as mucosidades e as secreções.


Anti-sépticos

Dependendo das plantas que incluem na sua composição, os xaropes podem ter uma acção anti-séptica, destruindo os microorganismos patogénicos que podem danificar as mucosas, e impedindo o seu desenvolvimento.

Anti-congestão

Evitam a congestão das vias respiratórias e impedem os espasmos.Quando tomá-losEm caso de tosse, constipação e congestão nasal.


Fonte: Saúde / Sapo

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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Plantas medicinais para controlar helmintose gastrointestinal em ovinos


Plantas medicinais podem ser uma alternativa eficaz e de baixo custo para o controle de helmintose gastrointestinal em ovinos. Essa é uma das conclusões da pesquisa de Patrícia Nery Silva Souza, apresentada na dissertação "Eficácia anti-helmíntica de extratos vegetais para o controle da helmintose ovina". O trabalho foi defendido dentro do programa de mestrado em Ciências Agrárias, com área de Concentração em Agroecologia, do Instituto de Ciências Agrárias da UFMG, campus regional de Montes Claros (Norte de Minas).
Em sua pesquisa, Patrícia avaliou a ação de 20 extratos vegetais, provenientes de dez espécies de plantas do Norte de Minas, no controle da doença. Os resultados obtidos sugerem o potencial promissor de quatro espécies: manga, panã, pequi e genipapo.
"O objetivo era buscar uma forma alternativa de tratamento, a baixo custo, para que o produtor ficasse menos dependente de insumos externos a sua propriedade", explica a pesquisadora. Além disso, ela pretendia também buscar uma forma de tratamento que trouxesse menor impacto ambiental e menor acúmulo de resíduos nos produtos de origem animal.
"Como nosso mestrado está envolvido diretamente com a comunidade, procurei usar plantas coletadas lá", acrescenta. Ela se refere à comunidade do Planalto, na zona rural de Montes Claros, parceira do mestrado em Ciências Agrárias/Agroecologia, que tem como proposta buscar demandas de comunidades rurais da região e devolver os resultados das pesquisas na forma de aplicações práticas.
O projeto tem como orientador o professor Eduardo Robson Duarte e coorientador, o professor Ernane Ronie Martins, ambos do Instituto de Ciências Agrárias da UFMG. A defesa da dissertação aconteceu no último dia 17 de fevereiro.


Fonte: Argosoft

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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Plantas Medicinais Aromáticas e Condimentares


Este livro procura trazer conhecimentos técnicos, com linguagem simplificada, acessível a profissionais e leigos.
Aborda questões sobre Paisagismo; Preservação ambiental; Alternativas de Renda à Propriedade Rural; Técnicas de Colheita, Cultivo; Curiosidades e Utilização, dentro do enfoque de Plantas Medicinais. Sob esse aspecto, convém lembrar que cada pessoa é um indivíduo único e, portanto lhe é particular a dosagem ou mesmo a tolerância para ingestão de cada planta.
Como regra geral, recomendamos usar o bom senso, observando os efeitos da planta, bem como os limites de seu organismo. Na prática significa substituir um chá por outro de efeito equivalente quando o mesmo tornar-se indesejável ao consumo, por ser este o sinal de nosso corpo avisando que há acúmulo de uma determinada substância que necessita ser metabolizada.
Convém lembrar que, antes de ingerir uma determinada planta, a pessoa procure se informar do aspecto físico da mesma, reações que possa causar ao organismo, nome popular e científico. A presente obra foi elaborada mediante nomenclatura atual.
Em alguns itens podem ocorrer simultaneamente dois nomes científicos, sendo que o primeiro corresponde ao mais recente e o segundo, ao termo em desuso. As referências sobre Homeopatia têm carácter meramente ilustrativo. Este livro não pretende substituir os conselhos médicos. O leitor deve consultar seu médico regularmente, nos assuntos relativos à sua saúde e particularmente nos casos de sintomas que exijam diagnóstico e atenção.


Fonte: Agrosoft

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Tratamentos benéficos com ervas medicinais


A procura por vegetais capazes de aliviar os sofrimentos dos doentes começou provavelmente com os homens primitivos, nos primeiros agrupamentos humanos. Era preciso, por exemplo aliviar a dor (com opiáceos da papoula), resolver problemas estomacais (com atropina), curar as vias urinárias (com chá de quebra-pedra), aumentar a eficiência do coração. A China, com civilização marcada por inúmeras inovações, é considerada o berço do herbalismo, a medicina terapêutica praticada com o uso de ervas. Através do método do acerto e erro, os médicos chineses chegaram a conclusões terapêuticas extraordinárias.

Um exemplo: por ser um país montanhoso, na China é comum o problema de carência crônica de iodo. A falta de iodo faz a tireóide crescer e se tornar visível no pescoço. A tireóide aumentada é chamada de bócio. Os chineses empregavam esponjas marítimas secas ao sol e reduzidas a pó como tratamento altamente eficaz conto o bócio, com amplo sucesso. Hoje sabemos que as algas e esponjas do mar têm iodo em alta concentração e, são particularmente eficientes para a cura do bócio.

A medicina herbal chegou ao ocidente desde a época de Hipocrates, que recomendava um pequeno grupo de ervas medicinais ao lado de dietas para cada caso. Mais tarde, em Roma, Galeno usava, como os chineses, misturas herbais de várias fontes vegetais. Já no fim do século XIX muitos produtos farmacêuticos tinham sua base em plantas medicinais como os opiáceos, a efedrina, a atropina, a quinina, os digitálicos, para o coração. Atualmente, uma grande maioria dos habitantes do planeta não pode comprar remédio de farmácia e recorre às ervas medicinais. Demonstrando a crescente procura pela medicina natural, o número de artigos científicos publicados sobre as ervas pulou de 2.500 em 2000 para 14.000 em 2007.

As ervas de uso mais comum

O aparelho digestivo sempre foi o "campeão" do uso de medicina herbal. A prisão de ventre é tratada com várias ervas como o Sene e as fibras como o Psillium. Contra dor de barriga é possível usar o extrato de Atropa Belladona (atropina). Contra dor de estômago é usado o chá de carquejo, e por aí vai.

Extrato de alcachofra e boldo

Algumas substâncias podem oferecer estímulo para elevar o fluxo da bile pelos canais hepáticos, que formam uma malha de dutos que culminam na vesícula biliar. Esta, por sua vez, contrai-se à passagem do alimento pelo tubo digestivo (principalmente gordura, como azeite, gema de ovo, gordura animal), "jogando" a bile no tubo digestivo. A ação de alcachofra e boldo pode ser de duas formas: os coleréticos são agentes que promovem a secreção da bile pelas células hepáticas, e os colagogos são as plantas medicinais ou remédios preparados para estimular o fluxo da bile que já estava formada e a caminho do tubo digestivo. A maioria dos fitoterápicos são coleréticos e colagogos ao mesmo tempo, ou seja, estimulam a formação de bile e induzem a secreção biliar no tubo digestivo.


A alcachofra é um dos vegetais cultivados pelo homem desde épocas remotas. O extrato de alcachofra vem das folhas secas contendo flavonóides (antioxidantes). Estudos clínicos demonstraram que o extrato da alcachofra leva a nítido aumento da secreção de bile no duodeno (efeito colagogo), mas também nota-se aumento da bile formada no fígado (efeito colerético). Não deve ser empregado quando o paciente tem pedras na vesícula. O boldo é uma árvore pequena originária do Chile. O extrato das folhas produz a Boldina (secalóides e flavonóides). A boldina induz maior formação de bile (efeito colerético). Em animais de laboratório a boldina inibe o depósito de gordura no fígado, fenômeno usualmente observado em obesos. Associado à alcachofra, é considerado um excelente agente no tratamento de alterações funcionais do fígado (como a esteatose hepática, gordura no fígado).

Ginseng contra stress e fadiga

O uso de Ginseng é extremamente comum na China e na Coreia, bem como em outras regiões da Ásia. Atribui-se ao Ginseng as qualidades de aumentar a energia física e mental, aliviar o stress, melhorar a concentração e o poder cognitivo (para aprender novos fatos e dados). Entre os orientais o Ginseng é conhecido com um agente tônico, que restabelece o equilíbrio hormonal, aumenta a resistência orgânica e evita doenças. Tantas qualidades são devidas a produtos químicos chamados de ginsenosídeos, que interferem com o metabolismo celular.

Vários trabalhos em voluntários humanos demonstraram ações positivas do Ginseng ,com nítida elevação do consumo de oxigênio, melhor performance cardíaca, com incremento da capacidade de concentração e memória. Tais efeitos levam o idoso a ter melhor qualidade de vida, além de estimular o sistema imunitário (defesa contra bactérias, vírus, fungos). Outros estudos mostraram ação positiva no controle do diabetes tipo 2. Os efeitos colaterais são mínimos e irrelevantes nas doses usuais. O Ginseng é preparado a partir de suas raízes, trituradas e secas. Pode-se usar o pó das raízes ou o extrato do ginsenosideo a 4% (geralmente 100 mg duas vezes ao dia).


Ginkgo Biloba, o mais antigo

Essa árvore sobreviveu à Era Glacial somente na Ásia, tendo sido importada pelos europeus no século XVIII, como uma árvore ornamental. O extrato medicamentoso é preparado a partir das folhas secas e trituradas. Tornou-se, inicialmente, muito popular na Alemanha, quando um grupo de cientistas germânicos descobriu que o extrato de Ginkgo Biloba era extremamente ativo no aumento da circulação cerebral, aumentando o fluxo de oxigênio aos neurônios e, conseqüentemente, melhora de memória e da capacidade cognitiva. Observaram também melhoras nas alterações vasculares periféricas (varizes, má circulação). Entre os bons resultados obtidos são referidos a cura das vertigens, tonturas, tensão pré-menstrual e alergias.

O efeito farmacológico é devido a cerca de 40 componentes identificados sendo o mais importante os grupos de flavonóides e terpenóides. Em animais experimentais o Ginkgo Biloba induz nítida vasodilatação cerebral além de efeito antioxidante. Vários estudos clínicos mostram a eficácia do Ginkgo Biloba em situações de alterações da circulação cerebral (após um acidente vascular cerebral). Melhora da memória é um dos aspectos mais estudados deste medicamento herbal. O Ginkgo Biloba é particularmente indicado na população geriátrica com declínio de memória e do poder cognitivo. A dose usual é de 120 a 240 mg por dia, em dois doses diárias. O produto farmacêutico à venda geralmente é o extrato de folhas que contém cerca de 27% dos flavonoides. Efeitos colaterais são mínimos.

O uso do maracujá e sua flor

A flor do maracujá é muito rica em passiflorina, usada há muitos anos como agente sedativo, indutor do sono e com ampla atividade no alívio de ansiedade. Na Europa várias farmácias herbais fornecem a passiflorina junto com outros agentes herbais, como um tônico capaz de aliviar as situações de tensão, angústia, ansiedade e insônia. O extrato das flores contém um flavonóide chamado vitexina, que, injetado em ratos, leva ao sono profundo. Em seres humanos os estudos foram conduzidos com a combinação de passifora e valeriana, com excelentes resultados no alívio de situações angustiantes, de nervosismo intenso e de insônia persistente. Doses muito elevadas podem provocar períodos de inconsciência prolongados, mas isso ocorre muito raramente. De uma forma geral a Passiflorina é amplamente utilizada com ansiolítico brando, bem tolerado, sem problemas de dependência física ou psíquica, e muito útil em situações de elevado estresse, ansiedade e emotividades exageradas.

Fonte da notícia: Veja.com

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Cultivar plantas no interior


Não é preciso um arsenal para plantar ervas, legumes e hortaliças em casa ou mesmo no apartamento. O alimento fresco ainda serve para dar novo ar à decoração.
Vivendo em cidades grandes, são poucas as pessoas que podem se dar ao luxo de ir até o quintal e colher verduras, legumes e ervas fresquinhos na hora de preparar as refeições. Nos centros urbanos, a solução é mesmo fazer a feira, mas, para quem quer ter sempre à mão temperos naturais, prontos para dar um sabor especial ao prato, não é tão difícil montar uma horta doméstica. Além de proporcionar a quantidade certa de ervas, legumes e hortaliças, sem desperdício, plantar mudas em casa traz também a vantagem de ter o alimento a um custo quase nulo. O cultivo da terra, mesmo que em pequenas proporções, também é uma atividade relaxante, um incentivo para as crianças, e traz ainda uma alimentação livre de produtos químicos. Como orientam especialistas, qualquer cantinho, desde que arejado e com boa incidência de sol, pode servir, inclusive valorizando a decoração, com a elegância dos aromas próprios da natureza. É só comprar os equipamentos, e mãos à obra.

Qualquer pessoa que tenha um espaço livre em casa (varanda, cobertura, terraço, quintal, área de serviço) com alguma incidência de sol pode se dar ao luxo de cultivar desde temperos, ervas medicinais e aromáticas até hortaliças e legumes frescos, livres de produtos químicos, de acordo com as orientações da arquiteta Ana Paula Souza, dona da empresa Hortinha - Hortas Domésticas Planejadas, que faz canteiros domésticos planejados. "Podem ser terraços, varandas, jardineiras existentes do próprio apartamento. O fundamental é que bata sol", ressalta. Nos projetos que desenvolve, a arquiteta busca entender os desejos de cada cliente, e as diferenças em cada um dependem da disponibilidade de espaço, do nível de insolação, gostos culinários e necessidades terapêuticas. "Para quem mora da cidade, em casa ou apartamento, observamos o espaço com melhor insolação, de 2 a 3 horas diárias de sol direto, que não fique tão exposto ao vento, os recipientes que serão utilizados, o porte e forma de crescimento das espécies escolhidas", afirma Ana Paula.


A maneira mais fácil e prazerosa de cultivar plantas em casa é ter um canteiro de ervas. Para quem gosta de experimentar sabores, realçar aromas e incrementar visualmente seus pratos, as ervas são uma opção. Além disso, a grande maioria possui propriedades medicinais, o que permite seu uso terapêutico por meio de chás, óleos, xaropes, pomadas, cremes e águas floridas. "Ter uma horta doméstica proporciona bem estar, pois o verde das ervas, em composição com os recipientes escolhidos, tornam atraente um cantinho da varanda, enfim, da casa, que muitas vezes nem era percebido anteriormente. Traz alegria também. Estimula nossa criatividade gastronômica e nos permite cuidar melhor da saúde. Além de embelezar e perfumar nosso lar", continua a arquitecta.


Engana-se quem acha que é preciso dispor de um terreno grande para fazer uma horta, porque há temperos muito fáceis de cultivar em vasos e jardineiras, que crescem rapidamente, como: alecrim, arruda, babosa (aloe vera), boldo, capim-limão, cavalinha, cebolinha, coentro, estragão, erva-doce, hortelã, lavanda/alfazema, manjericão, manjericão roxo, manjerona, melissa/erva cidreira, orégano, pimentas, salsinha, salsinha crespa, salsão/aipo, sálvia, tomilho. "E as hortaliças e leguminosas mais simples e comuns para quem tem mais espaço e bastante sol são: alface, rúcula, tomate, pimentão, couve, rabanete, cenoura".


No preparo das mudas, o ideal é usar um terço de terra boa, um terço de areia e um terço de composto orgânico. Em relação à luminosidade, as mudas só se desenvolvem bem quando plantadas sob sol pleno, e a rega vai depender da espécie. Na hora do plantio, a distância melhor entre as mudas é de, geralmente, 20 cm, e, em vasos pequenos, é aconselhável não plantar mais de duas mudas. Também é melhor escolher sementes novas, já que a maioria dos temperos é anual.


HÁBITO


Trazendo para a capital a herança da vida no interior, a agente comunitária de saúde Kátia Maria Moreira, 44, mantém há 14 anos uma horta de 8mX8m no quintal de sua casa em BH. Ela planta desde temperos que usa na hora de preparar os alimentos, frutas, hortaliças, legumes, até ervas terapêuticas. Manjericão, salsa, cebolinha, couve, tomate, banana, acerola, caju, laranja, orégano, hortelã grande e pequeno, coentro, taioba, melissa, caninha de macaco, salsão, babosa, cenoura, beterraba, repolho e couve-flor são apenas alguns exemplos do que cultiva. Kátia até montou uma espécie de farmácia em casa para aproveitar as propriedades dos produtos. "Faço chá calmante com melissa e extrato de alface, uso hortelã, poejo e funcho para cólicas de neném, babosa para queimaduras, caninha de macaco para os rins, e também produzo shampoo com camomila e carquejo - esse último tem ação contra piolhos", conta.


Kátia também produz o próprio adubo orgânico, com restos de alimento, cascas e serragem. Para preparar a terra, ela usa o adubo intercalado com folhas secas e serragens, fazendo a mistura quinzenalmente que, depois de três meses, está pronta para receber as mudas. A rega é feita de dois em dois dias, com regador, ou aproveitando a água da chuva por um sistema próprio de coleta. Como o consumo de legumes e verduras é grande na família, conta que economiza no mínimo R$ 35 mensais, e até dá algumas plantas para os vizinhos. Mas a maior vantagem para Kátia em ter uma horta em casa, além de colher os produtos fresquinhos, sem agrotóxicos, é o prazer. "Eu relaxo mexendo na terra. As plantas já até me ajudaram a enfrentar uma depressão".





Fonte da notícia: Lugar Certo

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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

A planta portuguesa "Salvia" ajuda a controlar o Alzheimer



Investigadores portugueses concluíram que extractos de uma espécie autóctone de salvia, muito presente nas serras d'Aire e Candeeiros, revelam um «enorme potencial» como terapia para melhorar capacidades cognitivas, funcionais e comportamentais em doentes com Alzheimer, escreve a Lusa.

«Vários extractos da espécie de salvia que estudamos provocam inibições bastante potentes de enzimas envolvidas na patologia de Alzheimer», disse Amélia Pilar Rauter, directora do Grupo de Química dos Glúcidos do Departamento de Química e Bioquímica da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que lidera a investigação com Jorge Justino, presidente do Conselho Directivo da Escola Superior Agrária de Santarém (ESAS).

Falta agora transformar esses extractos em princípios activos que possam ser usados pela indústria farmacêutica, adiantou.

Para já, a investigação demonstrou a acção dos extractos desta espécie de salvia em duas enzimas que controlam a evolução da doença de Alzheimer, o que, segundo Jorge Justino, permitirá não curar mas controlar o desenvolvimento da patologia.

Baixo custo e ausência de toxicidade

Para os investigadores, o grande potencial da descoberta reside no seu baixo custo, na actividade biológica relevante e na ausência de toxicidade, frisando que até o comum chá desta planta pode ser usado como terapia na doença de Alzheimer.

«Vários extractos, incluindo a infusão em água (chá), mostraram capacidade para inibir as enzimas acetyl e butirilcholinesterase, envolvidas nas neurotransmissões cerebrais e responsáveis pela progressão da doença de Alzheimer», com a vantagem de os extractos bioactivos revelarem ausência de toxicidade, frisam os investigadores.

Jorge Justino afirmou que existem já no mercado alguns fármacos que inibem as duas enzimas envolvidas nas neurotransmissões cerebrais.

Contudo, os investigadores sublinham a «necessidade urgente» da descoberta de novas substâncias «mais eficientes e menos caras que as usadas actualmente».

Os primeiros estudos nesta planta iniciaram-se em 1992, num projecto que há um ano, publicados os primeiros resultados, conseguiu o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e se encontra em fase de registo de patente.

Fonte da notícia: IOL Diário

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terça-feira, 8 de julho de 2008

Farmácia Viva

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Vídeo sobre «Plantas Medicinais»

Vídeo sobre Ervas Medicinais




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Lista de plantas

Alecrim
Indicado para aqueles que tendem sempre a guardar, reter sentimentos como mágoas e ressentimentos, liberando estas energias já densas, alterando o seu padrão, realçando o exercício do perdão e trazendo a alegria e o amor á tona em nossos comportamentos.
Alfazema
Aos que agem de maneira impensada ou sentem insegurança para agir despertando o discernimento. Atua no sistemas nervosos do corpo acalmando-os, permitindo diminuir as culpas de atos impensados e ajudando a manifestação da intuição.
Anis
Ensina o fluir natural dos sentimentos da forma como eles se originam, sem que as barreiras conceituais ou outras manifestações da personalidade tenham qualquer influência.
Arnica
Combate a dispersão excessiva naqueles que pensam intensamente sobre vários assuntos ao mesmo tempo e não conseguem agir sobre nenhum deles, prejudicando o seu caminhar como um todo. Atua trazendo-os para a ação e conclusão.
Arruda
Promove a queima interna ativando o elemento fogo dentro de nós. Dissipa os elementos densos e negativos e limpa os nossos arquivos, trazendo consciência plena de nossos potenciais, inclusive os espirituais.
Artemísia
Aos que "fabricam" pensamentos com ansiedade a ponto de gerar emoções grosseiras e irreais. Traz à razão o padrão de suas próprias idéias, rapidamente e com consciência.
Assa-Peixe
Para aqueles que retêm a energia sexual a ponto de provocar tensão, essa flor libera essa potente energia represada através de emoções e sentimentos mais tranqüilos, e pede ao ser que não se reprima ou se deixe oprimir, nessa área, por preconceitos.
Babosa
Promove a transferência da energia usada excessivamente no "pensar", principalmente aqueles que não conseguem fazê-lo, mesmo conscientes de que precisam, devolvendo a energia excessiva aos sistemas físicos de eliminação.
Bálsamo
Trabalha exclusivamente nas emoções represadas pela falta de expressão, que endurecem o Ser. Libera essa energia retida de forma suave, contatando o elemento água.
Boldo
Com energia contraída, leva o ser a refletir sobre sentimentos e emoções reprimidas que o levam a ter atitudes tempestuosas e impulsivas, principalmente as raivas contidas, de maneira mais branda.
Camomila
Para aqueles que criam tanta expectativa em relação ao futuro que se desequilibram emocionalmente, tentando digerir algo que ainda não foi cozinhado. Essa flor desperta neles, a energia da calma, da confiança e da paciência.
Cânfora
Formidável para aqueles que acreditam que a vida é apenas a manifestação dos que captam os nossos cinco sentidos físicos, essa flor gera movimentos de introspecção sobre essa idéia, fazendo fluir essa energia contida para as áreas espirituais.
Capuchinha
Expressão chave para esse floral: carência afetiva. Para dar consciência desse assunto, promove a união energética das energias do corpo físico, trazendo á lembrança a importância da liberação do tocar e ser tocado.
Carqueja
Forte depuradora de emoções envelhecidas, por teimosia em manter "verdades" internas, essa flor limpa esses meridianos, criando condições de aceitação a novo valores e sentimentos.
Catinga-da-Mulata
Promove em toda a aura uma verdadeira "faxina" energética, conservando o bom fluxo do prana (energia vital da alma), nos chakras (canais de fluxo energético entre a aura e o corpo físico), principalmente no plexo solar.
Coentro
Promove força e coragem quando nos sentimos acuados e sem reação diante de situações que necessitamos enfrentar sem medo. Principalmente, quando o assunto é "mudança" ou "novidade".
Confrei
Para os momentos de tomada de consciência de nosso estado interno de aparente demolição, gerando a força vitalizadora, colocando-nos de pé e nos dando ciência das ferramentas que devemos reutilizar.
Dente de Leão
Excelente para aqueles que, conscientemente, sabem que terão uma batalha pela frente, da qual não podem e não devem fugir. E, para enfrentá-la necessitam de dois ingredientes que essa flor dinamiza: força e coragem.
Espinheira Santa
Muito importante para aqueles que confundem emoções e sentimentos e, diante de situações sentimentais, agem com a emoção, desequilibrando-se pois trazem para si o problema alheio . Acalma as emoções.
Gervão
Quando o acúmulo de raiva e outros sentimentos muito grosseiros atinge um nível muito grande, não cabendo mais a introspecção para compreendê- los. Geralmente, para aqueles que negam sua face raivosa.
Guiné
Essa flor possui características purificadoras de negatividades que, acumuladas, melhora os estados de tensão em todo o corpo. Ativa o elemento fogo para dissipá-las, agindo como um "anti-gripal" da aura humana.
Hortelã-Pimenta
Para as pessoas que se privam de liberar suas emoções por conceitos do tipo: "não sei se fica bem...", "o que os outros vão pensar...". "esta atitude não cabe a uma pessoa do meu nível..." etc. Essa flor libera o que ficou retido de forma descontraída.
Jaborandi
Para os movimentos de grandes mudanças externas em nossas vidas, que exigem coragem para enfrentá- las sem nos afastarmos de nosso eixo pessoal, físico e espiritual.
Jurubeba
Floral de grande poder dentro de nós, principalmente para aqueles que se desvalorizam e perdem a vontade prórpia diante de perdas e sentimentos, ficando presos aos sentimentos do passado, desequilibrando o presente.
Macela
Com vibrações muito sutis em nossa alma, essa flor pede a parada total de nosso Ser, pois o excesso de atividade ou de informação pode impedir a comunicação de energias supra-físicas, desejosas de indicar novos rumos e perspectivas.
Manjericão
Atuando como regulador da liberação da energia da vontade, ameniza a personalidade que, oprimida, provoca reações explosivas de auto-defesa. Desperta o fluxo material dos instintos.
Melissa
Para os momentos nos quais seja necessário retomar o fio da meada em relação aos nossos problemas internos, essa flor funciona como uma lupa, ampliando a nossa capacidade de visualização e dimensionamento dos mesmos, fazendo-nos atuar sobre eles.
Metrasto
Essa flor limpa o Eu, trazendo á consciência a manifestação pura dos sentimentos, fortalecendo-os. Ideal para aqueles que, não confiando nos seus próprios sentimentos, não lhes conseguem dar o devido valor e perdem a oportunidade de contatar novos amigos e situações agradáveis.
Mil-Folhas
Para os casos em que traumas ou experiências consideradas vegetativas bloqueiam muito o desenvolvimento natural da vida em todos os sentidos. Esse desbloqueio se dá através do meridiano cardíaco, no qual moram os sentimentos profundos e verdadeiros, limpando-os e espargindo essa energia purificadora para toda a aura.
Picão
Indicado para aqueles que, em processo de autoconhecimento, tendem facilmente a criar atitudes internas de autopunição e cobrança, gerando esmorecimento e ansiedade. Traz conforto e força interna.
Sabugueiro
Essa flor ajuda a melhorar o fluxo de decisões internas para aqueles que tem esta dificuldade, provocando descargas elétricas nos meridianos nervosos.
Serralha
Excelente para aqueles que, diante de decepções, frustrações e desilusões, desequilibram-se facilmente, emocional e sentimentalmente. Revitaliza, nessas circunstâncias, a auto-estima.
Sete-Sangrias
Em momentos nos quais não se pode dispensar, perder tempo e deixar espaço para dúvidas internas, esse floral renova a vitalidade, fazendo com que se mantenha a força do querer pessoal diante dos próprios objetivos.
Trapoeraba Forte
Estimulante da circulação interior, esse floral nos dá grande sensação de renovação interna, trazendo sensações de segurança, juventude e renascimento para seguir a vida com sentido.
Verbasco
Para aqueles que, descontrolados emocionalmente ou por fraqueza momentânea na personalidade, deixam- se expor e explorar por energia alheia negativa, desvitalizando-se. Limpa a aura dessas negatividades e protege-a contra novas invasões.


10 DICAS PARA USAR MELHOR AS PLANTAS MEDICINAIS
Observamos que há um crescimento desenfreado da busca da cura pelos produtos naturais e com isto cresce a divulgação de que as plantas são milagrosas e não oferecem risco de efeitos colaterais. Este fato , é um risco para a população pois significa também que mais produtos serão produzidos e vendidos muitas vezes sem a preocupação com a garantia e qualidade da espécie.

Veja a seguir algumas dicas muito importantes para os admiradores da fitoterapia.

1-Estar informado sobre a procedência das plantas:Como sabemos cada planta necessita de cuidados para produzir os seus princípios medicamentosos , chamados de ativos. Quando a planta é domesticada ela precisa de tratos culturais definidos de acordo com a espécie e o melhor é contarmos com um agrônomo ou técnico para acompanhar esta etapa. Conforme pesquisa realizada no ES foi observado que muitas pessoas realizam extrativismo ou seja coletam as plantas na mata sem o devido controle , ocorrendo inclusive o risco de extinção , como já ocorreu com o ipê-roxo , a espinheira-santa , a aroeira , dentre outros. Devemos também nos informar sobre a qualidade das plantas que vamos utilizar. É importante saber o local onde foram cultivadas , a data de validade e se há acompanhamento de técnico qualificado.Não se deve coletar e cultivar plantas em locais poluídos , em beiras de estradas e rios poluídos , próximo a fossa e esgotos , etc.
2-Estar informado sobre o modo de coletarCaso você mesmo vá fazer a coleta evite retirar todas as folhas do mesmo galho ; jogue fora as folhas que estão contaminadas por fungos , insetos , etc. Retire as cascas em pedaços pequenos para evitar circundar todo o caule , pois poderá causar a morte da planta.
3-Saber o momento certo de colherExiste diferença de época de colheita de uma espécie para outra, porém muitos estudos ainda estão sendo realizados e concluídos. Recomenda-se que se colete as folhas em dias secos e se evite os horários que o sol está muito quente , principalmente no verão. Para as plantas aromáticas principalmente pois assim se evita a evaporação das essências aromáticas que são voláteis.
4-Saber conservar e secar as ervasDeve-se secar flores e folhas em locais ventilados , livres de sujeiras , à sombra , penduradas em varais ou em bandejas em camadas finas .Cascas , raízes devem ser lavadas com água corrente e colocadas para secar ao sol. Raízes muito grossas podem ser cortadas em rodelas. Após secas , devemos guardar picadas em pedaços , em vidros de preferência escuros , secos , tampados , à sombra , com etiqueta de data de coleta e validade , mais o nome da espécie. A validade varia de 3 a 6 meses.
5-Conhecer a parte da planta que quero utilizarÉ extremamente importante conhecer a parte da planta que possui atividade medicinal . Caso contrário não poderemos obter o resultado esperado. Exemplo : a camomila utilizo as flores ; o mulungu a casca ; o quebra pedra a planta inteira; etc.

6- Saber o modo de prepararDiferentes modos podem ser utilizados par o preparo das formas caseiras. Para o preparo do chá é melhor usarmos uma vasilha de porcelana , vidro ou barro. É muito importante analisar a quantidade de erva que desejo preparar para evitar o desperdício. A medida deve sempre estar baseada em livros de pessoas qualificadas. Geralmente oriento o preparo da infusão à partir de partes de plantas secas ou verdes da seguinte forma. Para uma xícara de chá de água devo infundir 1 colher da de sopa da planta verde picada ou 01 colher de chá da planta seca .

7- Saber identificar a plantaÉ extremamente importante a identificação de uma planta. Todas as partes da mesma serão analisadas com base em botânica e depois comparadas em literatura especializada. Aquí em Vitória diferentes espécies são conhecidas com o mesmo nome , tais como : cidreira ; hortelã ; camomila; boldo ; etc. Não comprar plantas sem a certeza de que alguém responsável as identificou .

8-Saber como usarQuando não sabemos usar uma planta ou fitoterápico devemos sempre recorrer a um profissional de saúde experiente. Precisamos estar atentos ao modo de uso seja interno seja externo , pois determinadas plantas não devem ser ingeridas , outras não podem ser tomadas por muito tempo como por exemplo o mentrasto. Ao oferecermos fitoterápicos para crianças devemos redobrar o cuidado .Crianças até um ano, são muito sensíveis e devemos dar apenas uma medida de colher das de chá do infuso 3 a 4 vezes ao dia. Muitas mães desconhecem isto e chegam a dar uma mamadeira cheia de chá , o que é incorreto.

9- Conhecer o tempo de tratamentoO tempo de uso e a quantidade diária são deveras importante para o sucesso do tratamento. Determinadas doenças , tais como , diabetes , câncer , se usa preparações por muito tempo e devemos sempre acompanhar clínica e laboratorialmente o paciente.

10-Saber a toxicidade das plantas e contra-indicaçõesNem sempre se sabe , mas determinadas plantas produzem substâncias agressivas ao organismo humano , tais como : espirradeira , comigo ninguém pode , chapéu de napoleão , pinhão paraguaio. Para fazer uso de plantas em pacientes alérgicos e sensíveis devemos redobrar os cuidados. Determinadas plantas não são recomendáveis na gravidez tais como losna, carqueja, alecrim, arruda, canela e boldo. Outras podem causar efeitos colaterais se ingeridas , tais como : óleo de copaíba , cáscara sagrada , etc.

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Tudo sobre os chás


Tudo sobre os vários chás que fazem bem à saúde

Atualmente, cerca de 3 mil produtos levam o nome de chá mas, na verdade, podem ser considerados chás mesmo, somente aqueles que tenham em sua composição a planta Camellia sinensis. Ou seja, aqueles que nós chamamos de chá de hortelã, erva-cidreira e outros são, para sermos mais corretos, tisanas ou infusões. A partir das folhas da Camellia sinensis é possível obter diferentes tipos de chá e, dependendo do tipo de tratamento a que são sujeitas, dividi-los nas seguintes categorias:

Verde - As folhas vão para a secagem após a colheita. Seu sabor é um tanto amargo. As folhas são apenas passadas pelo calor, imediatamente após colheita, evitando, assim, a fermentação. O chá Gyokuro (gotas de orvalho), do Japão, é considerado um dos melhores - suas folhas são cobertas com tela antes da colheita e, assim, preservam a clorofila e perdem tanino, ficando adocicadas.

Preto - As folhas sofrem um processo de fermentação que confere ao líquido um tom avermelhado escuro e um sabor intenso. As folhas são colocadas em tanques fechados até fermentarem. Depois elas são aquecidas e desidratadas.

Oolong - Sofre um processo de fermentação muito curto. Uma secagem rápida é feita logo após a colheita. Depois as folhas vão para um tanque, para fermentar, mas o processo é interrompido no início. O sabor é suave. Este chá é o menos comum no mundo ocidental.

Aromatizados - Qualquer chá, independentemente do tratamento pelo qual tenha passado, pode receber a adição de outras folhas, frutas secas ou flores, cujo sabor se mistura com o seu.

AS TISANAS OU INFUSÕES

O que vulgarmente se chama de chá de ervas é apenas uma infusão de ervas não derivadas da árvore do chá, a Camellia sinensis. Chá de ervas é todo um conjunto de bebidas que podem ser servidas quentes ou frias e que se obtêm pela cozedura, maceração de folhas, flores ou raízes de certas plantas aromáticas.

SABIA QUE...

O Chá é a bebida mais consumida a nível mundial, depois da água, sendo 7 vezes mais consumida que a água mineral?
Por ano bebem-se cerca de 800 biliões de litros de bebida não alcoólicas em todo mundo; o chá representa cerca de 300 biliões (38%) deste volume?
Em Portugal, 82% da população consome chá mas com uma frequência media de apenas 16 chávenas anuais per capita?


O QUE SÃO ANTIOXIDANTES ?

Imagine que possui determinadas subst âncias no seu organismo, que o podem
ajudar a proteger-se da ação negativa de outros elementos...estas substâncias são os Antioxidantes.


Os Antioxidantes são substâncias que ajudam o nosso organismo a proteger-se dos danos causados por moléculas designadas radicais livres. Alguns Antioxidantes estão presentes naturalmente no nosso organismo, enquanto os outros são obtidos através dos alimentos.
Principais fontes alimentares de alguns Antioxidantes


Antioxidantes Principais fontes alimentares
Betacaroteno
Damasco, melão, pêra, abóbora, agrião, brócolos e cenoura
Flavonóides
Chá, vinho tinto, laranja, maçã, cebola, alho, cenoura e brócolos
Vitamina C
Laranja, kiwi, morango, batata, pimento vermelho e verde, brócolos e espinafre
Vitamina E
Amendoim, noz, semente de girassol, brócolos, espinafre e pão integral

O QUE SÃO RADICAIS LIVRES ?


Radicais livres são moléculas naturalmente presentes no nosso organismo, envolvidas em vários processos, tais como, respiração e contração muscular. Alguns fatores ambientais como a luz solar, o tabaco e a poluição, ou mesmo a pratica de exercício físico, podem conduzir ao aumento da formação destas substâncias no nosso organismo.
Estas moléculas, quando em quantidades excessivas, podem ter uma ação negativa: podem provocar alterações no nosso DNA, nas proteínas e nos ácidos gordos polinsaturados, presentes nas nossas células.
Os danos causados pelos radicais livres têm sido relacionados com o desenvolvimento de determinadas doenças, como o cancro, doenças cardiovasculares, cataratas e doença de Alzheimer.


O CHÁ E OS ANTIOXIDANTES

O chá é uma excelente fonte de Antioxidantes, designados flavonóides, um tipo de Antioxidantes com propriedades muito fortes.
São vários os estudos que têm sugerido o fato destes Antioxidantes possuírem um vasto efeito no organismo como, por exemplo, efeito antibacteriano, antiviral, anti-alérgico e ações vasodilatadoras.


Alguns dos estudos efetuados demonstram que uma quantidade significativa destas substâncias é libertada durante o primeiro minuto de infusão do chá. Na realidade, a quantidade de Antioxidantes presentes numa chávena de chá é substancial:
Uma típica chávena de chá contem aproximadamente 200mg de flavonóides.

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